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Macaco Azul

20 fev

A cidade brilhava cinza lá fora, era essa a cor do novo mundo, a cor do progresso.  Como todos os amanheceres ela estava sozinha em sua cama. Mais um androide havia a abandonado pela madrugada depois de uma noite de sexo sem graça entre humano e máquina. Ela havia acordado mais tarde que de costume, pois não havia o habitual clarão que imita o antigo sol permeando o vão entre as pás das cortinas e atingindo seus olhos cansados da mesmice de sempre. Continue lendo

Eleonora – parte 3

14 fev

Já estava na hora de contar sobre Eleonora para Pierre, meu grande amigo de libertinagens. Certamente ele entenderia minha situação e pensaria comigo numa forma de manter tudo em segredo. Não era de interesse meu revelar que ela era minha filha, afinal nem mesmo ele seria capaz de entender, diria que era apenas alguma mulher mais nova a qual estava perdidamente apaixonado.

– Minha querida, apronte-se. Use seu mais belo vestido, pois hoje será o dia que conhecerás um grande amigo.

– Oh! Que grande notícia, deverias ter avisado-me mais cedo para poder ficar estupenda e causar inveja em teu amigo.

– Já causarás mesmo sem fazer nada de especial.

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Lorelei

2 fev


Mais uma vez ela estava sendo observada. É incrivel como ela consegue atrair toda a atenção do recinto, especialmente a minha. Não sei que grande fixação tenho por ela, talvez sejam seus olhos ou seu cabelo, ou talvez não seja nada, pode ser que seja apenas uma mulher linda que todos desejem, sem nenhum mistério. Quando a vejo meu coração aperta, prendo a respiração e só fico normal novamente quando ela vai embora.

Moramos no mesmo vilarejo. Nos esbarramos com muita frequência mas ela nunca me repara, sempre se esquivando de pessoas que a atormentam tentando usá-la como brinquedo sexual ou objeto de adoração. Detesto esse tipo de gente, mas o que posso dizer se faço o mesmo? Logicamente não vou até ela, mas sempre a estou olhando, pensando nela nas minhas horas livres e solitárias.

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Eleonora – parte dois

18 jan

Claire sentiu-se arrasada, traída e várias outras coisas que ela não conseguia denominar. Um turbilhão de sentimentos que se resumiram a lágrimas. Ficou parada olhando aquela cena grotesca de um pai tratando a filha como irmã e mesmo assim sem ter o recato apropriado, pois onde um irmão poderia passar a mão nos glúteos da irmã com segundas intenções?

– Irmão, não deixe mais estes recipientes dirigirem-me a palavra. – disse olhando para Claire.

– Não se preocupe, nada a perturbará nesta casa!

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Lucinda – Parte final

11 jan

– Quer que eu brinque como? Serei seu brinquedinho esta noite.

Lucinda levantou da cama, foi até Howard e começou a desamarrar o seu colete de couro.

– Quero que o senhor faça comigo algo que eu nunca vá esquecer. – disse, jogando o colete no chão.

– Que assim seja. – Tirou seu blusão.

Ver aquele homem sem roupa iluminado por velas era mais que excitante para Lucinda, ela não conseguia acreditar que aquilo estava realmente acontecendo. Ela queria ter relações com ele, mas quanto mais real e provável a situação se tornava, com mais medo ela ficava de dar alguma coisa errada, já que enfim estava acontecendo o que ela tanto desejou.

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Eleonora

9 jan

Este conto começa em uma noite qualquer, em um lugar qualquer, pois, senhores, o que tenho para contar é deveras mais interessante que algum detalhe fútil desses que nada acrescentam à narrativa. Esta estória não é sobre mim, de pessoal é apenas esta introdução, tive apenas o cuidado de escrever os detalhes da vida sórdida de um senhor que encontrei em um bar. Encontrar referindo-se como se fosse eu que havia encontrado é uma maneira errônea de dizer, pois, ele quem me encontrou, e veio até mim de uma maneira um pouco inesperada.

Era um homem pálido, esguio, um tanto quanto sombrio, porém seu semblante era belo. Incomum. Beleza como a daquele homem não se acha em qualquer lugar.

– Vóis sois libertinos, caros desconhecidos? – perguntou o homem para o grupo no qual me encontrava.

– Digamos que um pouco seduzidos por isso. Somos escritores, gostamos de escrever libertinagens, praticar de fato não o fazemos. E tu, companheiro?

– Gostam de escrever libertinagens? Interessante essa coincidência, pois o que tenho é uma longa vida libertina, cheia de estórias pecaminosas, isso é claro se você considera a existência do pecado. Desejam ouvir?

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Lucinda

9 jan

Lucinda estava inquieta aquela noite, estava ansiosa para sair da taverna e voltar para casa. Não que lá fosse mais confortável, porém era quieto e não tinha beberrões a agarrando o tempo inteiro.

O mais estranho não era a inquietação de Lucinda, mas o seu interesse em um dos homens na taverna. Ele não era em nada parecido com algum desses porcos inúteis que lá estavam naquela e nas outras noites. Não era a primeira vez que ele tinha ido à taverna, já deveria ter ido umas duas vezes pelas contas dela.

Ele era pálido, tinha um aspecto decadente, mas mesmo assim tinha postura superior. Tinha longos cabelos negros e profundos olhos azuis com olheiras bem marcadas. Vestia-se com uma capa preta um pouco desbotada.

Lucinda tomou coragem para falar com o tal homem misterioso, mas antes deu uma boa olhada na sua aparência através do seu reflexo em uma caneca suja. Prendeu os longos cabelos ruivos de forma que alguns se seus cachos ficassem soltos. Puxou o corpete um pouco mais para baixo de forma que seus seios ficassem mais à mostra.

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