Animação do Inanimado – O início_parte 2

8 abr

zombies

Seguimos o doido pelo corredor em que estavamos e descobrimos que o que era ruim podia ficar pior. Essa outra parte do corredor era bem mais macabra que a outra parte, nenhuma das luzes funcionava.

            – Vamos, por aqui. Tem uma sala de controle ali na frente mas eu não consigo abrir a porta.

            – Como você sabe dessas coisas?

E ele continuou a andar e sumiu na escuridão.

            – Esse cara já ta me dando nos nervos, se for alguma merda que ele tá aprontando vou ficar muito feliz em encher a fuça dele de porrada.

            – Fica na tua, Grandão, o cara deve ter ficado maluco. – olhei em volta – Não é pra menos, olha que bosta é esse lugar!

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Animação do Inanimado – O Início

27 mar

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Conto baseado em fatos rpgísticos.

Se você está ouvindo e principalmente, entendendo o que digo, você é um de nós. Somos a resistência. Caso queira juntar-se a nós, estaremos até segunda ordem no centro de recrutamento da marinha. Todos serão aceitos, principalmente aqueles que querem lutar contra essas criaturas malditas. Vândalos serão tratados pior que as criaturas, portanto nem pense em nos saquear, pois todos serão mortos. Boa sorte a todos nós. Câmbio e desligo”.

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Belojunto

14 mar

Preciso dizer que te amo

Ao pé do seu ouvido

Te dar calafrios

Fazer de você só meu

Preciso de você aqui comigo

Pra dizer baixinho

Ao pé do meu ouvido

“Eu já sou seu”

Preciso que você diga que me ama

Que a vida não continua

Até que eu esteja nua

E seja somente sua

Preciso de nós

Porque o você e eu, meu e seu

Não cabe mais,

Somos um só

10 minutos

14 mar

memorial16

Tudo aconteceu tão rápido apesar de parecer uma vida, e foi justamente uma vida que se perdeu no breve instante de quatro estações de metrô.

Ela estava próxima da sua estação e já pensando em como iria passar por todas aquelas pessoas que atravancavam a saída. Ele a observava de longe. Foi buscando uma saída que ela o viu, seus olhares se cruzaram e ambos sentiram aquele frio no estômago. Ele observava como era bonito e ingênuo aquele cabelo castanho ondulado com uma franja de criança e seu vestido rodado e ela ficava impressionada com a perfeição dos traços gregos no rosto dele.

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Macaco Azul

20 fev

A cidade brilhava cinza lá fora, era essa a cor do novo mundo, a cor do progresso.  Como todos os amanheceres ela estava sozinha em sua cama. Mais um androide havia a abandonado pela madrugada depois de uma noite de sexo sem graça entre humano e máquina. Ela havia acordado mais tarde que de costume, pois não havia o habitual clarão que imita o antigo sol permeando o vão entre as pás das cortinas e atingindo seus olhos cansados da mesmice de sempre. Continuar lendo

Clarice

26 maio

Por não estarem distraídos

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.

Clarice Lispector

Karen – In Utero

4 maio

Dear Karen,

If you are reading this, it means I actually worked up the courage to mail it; so good for me. You don’t know me very well, but if you get me started I tend to go on and on about how hard this writing is for me. This is the hardest thing I ever had to write. There no easy way to say this so I’ll just say it: I met someone. It was an accident, I wasn’t looking for it, I wasn’t one to make it was the perfect storm. She said one thing and I said another and the next thing I knew I wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. Now there’s this feeling in my gut that she might be the one. She is completely nuts in a way that makes me smile–highly ironic; a great deal of maintenance acquired. She is you Karen, that’s the good news. The bad news is that I don’t know how to be with you right now, and that scares the shit out of me. Because if I am not with you right now I have the feeling we will get lost out there. It’s a big bad world full of twist and turns and people have the way of blinking and missing the moment. The moment that could have changed everything. I don’t know what’s going on with us and I can’t tell you should waste a leap of faith on the likes of me… But damn you smell good — like home– and you make excellent brownie; that has to count for something.

Call me!

Unfaithfully yours,

Hank Moody